domingo, 19 de fevereiro de 2017

Coisas

Coisas
Coisas pra fazer as coisas
As coisas que a gente pode fazer sem ajuda de coisa alguma.

Coisas pra abraçar
Ninar
Contar histórias
Alimentar por nós
Mastigar por nós
Pensar por nós
Cuidar de nós
Escutar lamentos por nós
Sentir por nós.

Rodeados de coisas
Coisas pra fazer as coisas
As coisas que podemos fazer sem ajuda de coisa alguma.

Essas coisas nos fazem esquecer das coisas que sabemos fazer ...

O que mesmo sabemos fazer?


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Pra você ver ...


Sempre que entro no blog, dou uma olhada nas estatísticas, pra ver o número de visualizações daquele dia, semana, mês, os países alcançados, a origem dos acessos.

Fico super satisfeita em ver que, desde 2011 -quando lancei o blog, já cheguei em 172 mil pessoas, espalhadas pela grande maioria dos países. Isso é mesmo impressionante, o poder da rede ...

É claro que é preciso relativizar: tem gente que entra e logo vai embora do blog por ver que ele não é aquilo que procurava; tem gente que pretendia comercializar algo e ficou me infernizando um tempão com seus acessos e propostas; e afinal esse número aí é alcançado em minutos por conteúdos da internet, de várias naturezas. Então por quê tanta satisfação?

Porque estou chegando nas pessoas de uma maneira firme e muito especial. Daí conto três dessas histórias:

1. Primeiro dia de aula no curso de Teoria do Design. Os alunos se apresentando e, depois, eu me apresentando. "_Estudei na ESDI, entrei aqui em 1993, fiz isso e aquilo e aquilo outro, publiquei tal e tal coisa e sou responsável pelo blog Mamadeira Nunca Mais". Daí, uma aluna lá do fundo da sala, me olhando com olhos incrédulos e felizes me pergunta: "_ Jura? Quando estava perto de acabar minha licença-maternidade, preocupada em como faria pra alimentar meu bebê, cheguei no blog, li muita coisa, e descobri que poderia dar a ele meu leite no copinho! Aquilo salvou minha vida ahahah, e hoje ele está super bem, nos tornamos craques no copinho!" Sempre tenho notícias dessa dupla :o)

2. Chegando pra trabalhar, encontro uma colega de outro departamento, acompanhada de sua nora e de um bebê coisa-mais-linda-que-existe. Ela me apresenta à nora, que me olha com admiração. Minha colega deu a ela meu livro ainda durante sua gravidez, e indicou a leitura do blog. A menina ficou super informada, estava amamentando em livre demanda, acessando também o copinho e, ao saber que eu vivo fazendo palestras, dentro e fora da PUC, se ofereceu pra ir numa delas com seu filhote e fazer demonstrações de copinho, fralda de pano etc. Achei aquilo tão legal!

3. 25 de dezembro de 2015. Meu enteado e sua mulher colocam no Whatzap da família uma foto dela com um bebezinho japa no colo (eles estavam passando o Natal em Petrópolis). Como não resisto a bebês, comentei: "coisa-mais-linda-que-existe um bebê japa!" E eles me disseram que a mãe do bebê, surpresa por eles serem da minha família, estava me agradecendo muito pelas informações que encontrou no blog, lido por ela quase que na íntegra!

Fora a "fama" que descobri ter entre as "mães-nerd", amigas de minha filha em outras cidades, ao descobrirem que a responsável pelo blog era eu!

Enfim, tá funcionando, e eu me inflo toda ao saber de cada uma dessas histórias, poucas diante do alcance das redes, mas prova de que esse contato é Real.

Um beijo para todos os meus leitores e vamos em frente!

sábado, 21 de janeiro de 2017

Rosa? Brinco? Fita? Saia?



Essa é minha filhota quando pequenininha. Hoje ela é adulta, mas eu me lembro direitinho da pressão que encarei por não ter furado as orelhinhas dela quando bebê...

Na foto ela está de rosa, um modo de dizer que era menina. Mas raras eram suas roupas cor-de-rosa. Daí era um tal de acharem que era menino e, quando corrigidos, dizerem em coro: _ Você tem que colocar um brinco nela!!

Não coloquei. Mas o desconforto era tanto, que ela mesma me pediu, lá pelos quatro ou cinco anos, pra furar as orelhas.

Fomos à Farmácia Piauí, no Leblon, e ela sentiu tanta dor ao furar a primeira orelha, que eu disse: _Chega!!, não vamos furar a outra!

E assim ficamos. O furo cicatrizou e hoje ela nem usa qualquer brinco.

E eu, que também não tenho orelhas furadas, um dia entrei "numas". Que horror! Que baita dor! E ainda dizem que o bebê não sente nada... Impossível não sentir, caramba!

Bom, como eu acabei deixando os furos cicatrizarem (também), porque fiquei com dor de cabeça que só passou, automaticamente, quando eu tirei os tais enfeitinhos provisórios, tenho dificuldade de encontrar brincos de pressão que não apertem, mas os encontro.

Tudo isso pra dizer que vale muito à pena a gente pensar antes de "embarcar" em práticas que se transformaram em cânones sociais. E, putz!, a feminilidade ou a masculinidade vão se expressar quando tiverem que rolar. Na minha opinião, criança tem que estar à vontade, pra brincar, curtir e se desenvolver com o sossego que for possível.

Então, vale pensar nisso, como sugere Anne Rammi, do Mamatraca. Vale assistir.


sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Feliz aniversário, Feliz Natal






Nos próximos dias estaremos comemorando um aniversário de 2.016 anos.

Procurando uma imagem, gostei muito dessa composição realizada pelo designer ucraniano Alexey Kondakov, ambientando os personagens do quadro Canção dos Anjos, de  Bouguereau (França) num trem de metrô de qualquer lugar.

A todos os passageiros, desse qualquer lugar, desejo paz.


sábado, 17 de dezembro de 2016

Pelas crianças de Aleppo, Síria, algo que dá pra fazer

Gente, o post de hoje é pra chamar todo mundo a assinar a petição em favor da retirada das crianças da cidade de Aleppo, na Síria.

Tenho procurado aqui, a todo instante, abstrair essa situação terrível dos meus pensamentos, mas tá brabo... e sei que tá todo mundo chocado e desejoso de fazer alguma coisa...

Então achei esse caminho da Anistia Internacional e chamo todo mundo a ir lá e assinar.

A gente não sabe se isso efetivamente ajuda, mas é a única coisa que se apresenta a fazer.

Além de torcer muito pra que os sobreviventes sobrevivam.

domingo, 11 de dezembro de 2016

ENAM 2016, guardado na memória :o)



Agora arrumo tempo pra contar sobre o quanto foi bacana o ENAM 2016 - Encontro Nacional de Aleitamento Materno, em Florianópolis, e pra começar, mostro pra vocês minha tão especial aquisição: de prata, uma delicadeza, comprado no stand da Matrice :o)





A abertura foi o máximo, com direito a coro de crianças cantando o Hino Nacional e o Hino de Florianópolis, coisa muito poética. Depois das falas das autoridades presentes, teve dança finalizada por uma bailarina que trouxe o bebê ao palco e ali tentou amamentá-lo. A criança estava distraída com as luzes e movimentos, não mamou, mas extraiu suspiros de toda a assistência. Curti tudo ao lado de Maria Cristina Passos, de Ouro Preto.

A assistência? Mil e quinhentas pessoas, todo o país representado e eu pensei: caramba, aqui todo mundo sabe o mal que a mamadeira faz! Eu estava na minha praia, definitivamente ahahah.

A conferência de abertura foi do pediatra espanhol Carlos Gonzalez. E que conferência!... falou sobre o seu livro "Besame mucho" e da importância da proximidade dos pais, do quanto a criança depende deles. E chorei algumas vezes, porque a gente se vê mal quando os pais morrem, como os meus morreram recentemente, mesmo que já tenhamos quase 60 anos.

E trocamos autógrafos em nossos livros. O dele eu levei de casa, pois já o tinha; o meu, dei a ele de presente. Aliás, vendi todos os livros que levei!



Vale dizer que no dia anterior, essa turma da IBFAN trabalhou a valer, zelando por nossas crianças - coisa que aliás é o que essa gente toda do ENAM faz. Em primeiro plano, Aline Sudo (RJ) e Marcela Calif Simas (SP).







Daí veio a nossa roda de conversa "Promoção do aleitamento materno", com Cléia Barbosa (MG) e Dra. Keiko (SP) mediando e Erica Witte (SP) , eu e Marcus Renato apresentando nossas visões. Falei da"Mamadeira: uma imagem cultural a ser desconstruída", e no final recebi um abraço da Dra. Keiko tão emocionado que fui ao céu. Porque receber abraço assim de quem sempre foi referência pra gente, só mesmo pirando.






E fomos pro almoço de van. Era bastante gente e a maioria pediu água. E veio água da Nestlé! Não teve um que não reclamasse... soube de gente que arrancou o rótulo pra beber, já que não tinha água de outra marca. Ah, toda vez que rejeito produtos da Nestlé as pessoas me olham de um jeito estranho e tenho que sair explicando. Dessa vez não foi preciso dizer um "ai".






E altos papos, altos encontros, com gente já tão querida (Ana Basaglia, Roberto Issler, Margareth Wekid, pessoas virtuais que se presentificaram (Orandina Machado) e laços fortes com quem a gente só conhecia de vista (Maria Lúcia Futuro).







Sim, esse papo estranho que eu vivo repetindo sempre que me dão chance é um trinado leve de uma canção entoada há muitos anos, por muita gente de muito valor, que luta pelo que de mais valioso se pode lutar: a vida.

Meu agradecimento a Marina Rea e a Rosana de Divitiis :o)










segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Entra ano, sai ano...




Entra ano, sai ano, e a Nestlé prossegue como uma marca muito bem vista pelos cariocas. Esse ano a pesquisa divulgada pelo jornal O Globo veio com categorias diferentes. Em anos anteriores a empresa recebeu o título de "A marca mais querida dos cariocas".

Ok, ok, as coisas têm sido assim mesmo, mas acho que vale reproduzir aqui os trechos que citam a Nestlé em três diferentes categorias, pra quem não teve acesso à publicação.

Então, vamos às categorias:

Respeito ao consumidor (a primeira colocada foi a Apple - pág 32-33):
Na segunda colocação no ranking, em vez de celulares e computadores, aparecem os leites condensados, farinhas lácteas e chocolates da Nestlé. A gigante suíça dos alimentos está no Brasil há 95 anos dos seus 150 anos de história e foi uma das pioneiras na atenção aos consumidores no país. Já em 1960, ela lançou um serviço de atendimento chamado então de Centro Nestlé de Economia Doméstica, que adotaria no futuro o nome de Serviço Nestlé ao Consumidor (SNC). O objetivo, naquela época, era ajudar as donas de casa a esclarecer dúvidas sobre a cozinha e sobre seus produtos; hoje, atende a todos os tipos de demanda de um milhão de clientes por ano por telefone, e-mail, chat, redes sociais e até carta. A empresa informa ter uma área exclusiva para serviço ao consumidor com 150 profissionais responsáveis por interagir com os clientes e transmitir suas opiniões ao restante da companhia. Parte das críticas e sugestões é usada no desenvolvimento de novos produtos. "Um interessante lançamento recente em que a presença do consumidor ficou clara foi o de Leite Ninho Zero Lactose Pó. Após o lançamento de Leite Ninho Zero Lactose UHT, o Serviço ao Consumidor recebeu várias sugestões e pedidos do lançamento do produto na versão em pó. Alguns consumidores acabaram fazendo parte do filme de lançamento do produto. Outro exemplo foi o lançamento das bebidas Nesfit, nova linha bebidas vegetais para consumidores que procuram por esse perfil de alimentação", diz a Nestlé em nota.

Respeito ao meio ambiente (a primeira colocada foi a Natura, seguida de O Boticário - pág 34-35):
A Nestlé ocupa a terceira posição entre as marcas que os cariocas reconhecem por respeitar o meio ambiente. A empresa reduziu em 57% a geração de resíduos destinados a aterros em 2015, e cinco unidades conseguiram o modelo zero resíduo: Araçatuba, Araraquara, Carazinho, Jataí e Nestlé Waters São Lourenço. "No Brasil, são executadas ações de modernização tecnológica, mudança de processos e melhorias no uso da energia, a fim de diminuir a pegada de carbono. Em 2015, foram 72 projetos específicos sobre o assunto. Como resultado, o país registrou queda de 2,9% na geração de emissões", informa a empresa.

Produtos infantis (a primeira colocada foi a Johnson & Johnson - pág 64):
Já a suiça Nestlé teve o Rio como porta de entrada no Brasil em 1876, quando um escritório no Centro começou a importar os produtos da marca, trazendo, de início, a Farinha Láctea. Em 1921, a cidade recebeu a primeira sede da companhia no Brasil. Esse ano a Nestlé [segunda colocada] lançou novas embalagens de sua linha de papinhas infantis, que passaram a contar com tampas estampadas com bichinhos. Para acompanhar a novidade, colocou as imagens dos animais disponíveis para imprimir e pintar a partir de sua página na internet. Pelo site, é possível, ainda, escolher dois kits temáticos para festas infantis, com o passo a passo para impressão.

Marketing incrível mesmo...

Mas precisamos nos informar e nos proteger daquilo que não está dito aqui.

Pesquisar faz bem.